Homenagem à Vida

20141215

Bom dia!

Os últimos dois dias foram de muitas emoções, com a, de certa forma, inesperada notícia da partida de uma pessoa que me era muito querida. Por isso, hoje, mais do que uma reflexão, esta é também uma homenagem a uma pessoa que, sem dúvida, como poucas, marcou a minha vida.

Muito mais do que um Mestre, o António Rosa foi um Amigo e um enorme exemplo de vida. Há pouco mais de um ano, quando pela primeira vez nesta vida estive frente a frente com ele, senti que estava a reencontrar alguém que não via há muito tempo. Reconheci, na verdade, uma alma companheira de muitas e muitas vidas, um verdadeiro mentor. Nesse mágico dia, numa altura controversa e complexa da minha vida, acima de tudo, o António olhou para mim e mostrou-me algo que eu precisava de (re)ver, o meu Eu, o meu caminho.

O António deu muito a muita gente. Ele encheu-nos o espírito com a sua sabedoria e dedicação à arte da Astrologia, preencheu-nos o coração com a sua entrega à vida, com o seu humor, a sua alegria e profunda felicidade. Contudo, creio que o maior ensinamento que nos deixou está na forma como ele mesmo viveu a sua vida. Uma absoluta paixão movia-o, apesar de todas as contrariedades e problemas, derivados de um caminho escolhido por ele, em cada momento, que lhe colocou tantos desafios pela frente. Uma profunda consciência do seu Eu e do seu caminho, fruto de muito trabalho e vivência, traziam-lhe a paz e a serenidade de quem sabe perfeitamente para onde se dirige, ainda que nunca tenha percorrido esse trilho.

Viver é compreender, aceitar e entregarmo-nos ao nosso caminho, reconhecendo que em cada passo está uma aprendizagem, em cada pessoa com que nos cruzamos está um Mestre, em cada dificuldade um degrau de evolução. Assumir o nosso poder pessoal é apenas isso, entender e aceitar que somos os responsáveis e os co-criadores de cada momento, e que cada momento vivido é uma nova oportunidade de sermos felizes. Neste mundo estamos rodeados de tanta gente que apenas sobrevive, agarrada a coisinhas dum mundo físico material efémero, com medo do amanhã, de dizer “eu amo-te”, de perder alguém (como se alguma vez o/a tivesse possuído), de dar um murro na mesa e dizer “não”, de tudo e também de nada, que vive numa profunda infelicidade e é manipulado por tanta gente e tantos esquemas do mundo real e das instituições.

Por isso, no pouco que contactei com o António, aprendi muito sobre a vida, nomeadamente que ela precisa de ser abraçada e vivida com força, com fogo e alegria. Aprendi que de nada serve esperar por amanhã quando hoje o meu coração pede-me para ser feliz, para ser Eu e apenas Eu. Aprendi que posso cair muitas vezes, mas que irei sempre levantar-me, simplesmente porque amo-me mais do que aos problemas e às dificuldades. Aprendi que não vale a pena complicar o que é simples, e que a vida é sempre tão simples. Aprendi também que, no fim, o que conta é o que vivi, o que senti, que gargalhadas dei, que sorrisos roubei, que corações toquei. Nada mais do que isso é importante.

O António já não está entre nós, fisicamente, mas sei que está noutro local, noutra jornada, à espera do seu Preto, a auxiliar-nos e orientar-nos, a cumprir um propósito maior, a viver, com mais força e intensidade do que nunca. Um dia voltaremos a encontrar-nos, noutro plano, com outro trabalho a fazer, com novos desafios. Até lá, António, vou viver e dar tudo o que tenho dentro do meu coração! A ti, António, a minha mais profunda gratidão!´

A todos, uma boa semana de Vida!

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