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O Despertar

20141201

Boa noite!

Embora completamente fora das horas normais, não poderia deixar de trazer a habitual reflexão de segunda-feira. Nos últimos três dias estive num retiro com algumas pessoas com quem, para além de partilharmos muitas horas juntos, partilhámos muitas experiências, muitas emoções, muito carinho, muitas lágrimas, muitos sorrisos e risos, muitos abraços, no fundo, muito Amor. No meio de tudo isso, muito trabalho interior e muita tomada de consciência que me levaram a esta reflexão.

Há muitos e muitos anos que digo que a vida é um caminho onde nos surgem diversas bifurcações onde, invariavelmente, temos de tomar uma decisão. Decisão tomada, não há volta para trás, pois o caminho desaparece, está feito, tomado. Novas bifurcações surgem no seguimento, novas decisões e novos caminhos. Todos os dias, olhamos o mundo à nossa volta e vemos inúmeras pessoas que fazem a sua vida diária num ritmo incessante de foco no mundo exterior e material, assim como na aparência e na posse. Inevitavelmente, as suas vidas descambam para a preocupação, para os medos e fobias, para o materialismo, para a inveja, para a culpa e para a vitimização. Olhamos o mundo à nossa volta e vemos biliões de pessoas que não vivem, simplesmente sobrevivem, manietados por fios invisíveis que todos conhecemos bem – a preocupação, o medo, a fobia, o materialismo, a inveja, a culpa, a vitimização e tantos outros – e que apenas servem uma energia maior, a da Sombra.

Contudo, de dia para dia, vejo e sinto cada vez mais pessoas a despertar para a consciência de que são seres espirituais e que este caminho aqui na Terra não serve para o que antes achavam essencial, mas sim para poderem cumprir o seu propósito e ascender para outras jornadas, para outras esferas. Quando despertamos, começamos a cortar todas essas cordas que nos prendem. Umas são mais fáceis, mas outras são de grande complexidade. Quando pessoas que chegam até mim começam a fazer os seus processos, a despertar e a começar a cortar essas cordas, o meu coração enche-se de gratidão, pois nisso reside também o meu propósito nesta Terra.

Em momentos como os dos retiros, ou até mesmo numa meditação ou numa consulta, saímos com uma força extra, com vontade e determinação, as nossas baterias são recarregadas, pois tomamos consciência de muitas coisas e sentimo-nos, naquele momento, capazes de fazer mais, de mudar. Contudo, o tempo vai passando e, se nos esquecemos que o Despertar é um processo contínuo, diário, de entrega, gratidão, dedicação, fé e um profundo Amor, essa força desaparece e voltamos ao ritmo normal, ao medo e a tudo o que nos bloqueia. É preciso, por isso, em cada dia, renovar a nossa entrega ao nosso próprio Eu, redescobrir a nossa Fé, fazer algo diferente e novo, arriscar, vencer e ultrapassar medos. É preciso permitirmo-nos, todos os dias, verdadeiramente Viver e voltarmos à consciência de que somos seres de Luz.

Boa semana!

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