Abraçar a Vida

20150209

Bom dia!

Diversas vezes chegam até mim pessoas que, ao entrar num caminho mais espiritual, começam a desligar-se da vida terrena, colocando de lado algumas coisas muito importantes e começando a sentir uma insatisfação constante e uma revolta interior com tudo o que é desta densidade.

Acredito que uma das missões do ser humano na Terra é aproximar-se do divino, mas é preciso aprender a respeitar a vivência neste planeta e a compreendê-la duma forma muito profunda. Acredito também que aceitar uma vida na Terra é um acto de profunda coragem para todas as almas, até porque implica viver num estado muito denso, cheio de limitações e desafios. Contudo, sabemos que a Terra é uma espécie de bootcamp muito importante e especial, onde cada um de nós vem cumprir um propósito, crescer, evoluir, aperfeiçoar-se e, dessa forma, aproximar-se cada vez mais da Fonte.

Quando, na Terra, começamos a desligar-nos, porque achamos que estar conectados e totalmente focados no “alto” é que é certo, levando-nos a ansiar viver mais “lá” do que “cá”, começamos também a desconectarmo-nos daquilo que é o nosso propósito, daquilo que a nossa alma escolheu, num momento fora do tempo e do espaço, como caminho para poder crescer e evoluir, corrigindo questões já vividas e que, pelas mais diversas razões, não foram totalmente cumpridas.

Estar conectados com a Fonte, com as nossas famílias espirituais, ouvir a nossa alma, o nosso coração, é extraordinariamente importante, mas nunca nos podemos esquecer que é na Terra que escolhemos viver este estágio, e isso é algo que necessita da nossa atenção, do nosso cuidado, sob pena de, quer física, quer emocionalmente, nos desprendermos e fecharmos mesmo o nosso processo terreno sem o cumprirmos.

Parece estranho, parece complexo? Não é, de todo! A grande questão é que ao escolhermos uma vida na Terra, com uma família, com características pessoais e desafios individuais, tivemos a coragem de abraçar um desafio único e extraordinário, que deve ser vivido por completo, em absoluto, de coração aberto e alma receptiva. Cumprir esse propósito, experienciando aquilo que a vida terrena tem para nos oferecer naquele momento do nosso percurso enquanto alma, é aceitar cada aprendizagem, respeitar o nosso corpo, a nossa mente e, acima de tudo, o nosso coração, permitindo-nos deitar abaixo barreiras, bloqueios, medos, dúvidas e preconceitos, arriscando ser feliz, compreendendo que não viemos, de todo, à Terra para sofrer. Dessa forma, iremos sentir o nosso coração pleno de nós mesmos, pleno de Luz da Fonte, do Amor Divino, pois nesse momento somos capazes de abraçar a vida e marcar a diferença num planeta que está em ascensão, processo esse onde cada um de nós tem um papel essencial.

Boa semana!

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