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Viver em Espiritualidade

20150511

Boa tarde!

Neste fim-de-semana que passou, estive no Santuário de Fátima, numa breve mas muito boa visita. Sempre que visito este local, como qualquer local religioso, seja de que natureza for, medito sempre sobre o que é e como vivo a espiritualidade.

Hoje, vejo muitos falarem sobre espiritualidade, escreverem sobre o que é ser-se espiritual, mas quando observo muitas das suas atitudes, questiono-me sobre a sua percepção do que é isso.

Acredito que somos seres espirituais que se propõem a vir a este maravilhoso planeta ter uma experiência terrena de crescimento e desenvolvimento, de verdadeira evolução. Como tal, quando falo de espiritualidade, falo da verdadeira vida, aquela que os Mestres que passaram aqui pela Terra vieram anunciar.

Ser-se espiritual é, para mim, a aceitação de que somos almas que vivem, de forma indissociável, a necessidade de nos afastarmos da Fonte para podermos ser, também nós, parte da própria Fonte! Reconhecer a beleza do Amor que o Criador, a cada momento, nos oferece, é reconhecer que também em nós existe essa mesma energia que criou tudo o que existe, incluindo nós mesmos. Para o podermos fazer, precisamos de nos separar da Fonte e experimentar o processo terreno da transformação. Por isso escolhemos um corpo físico, frágil, que se degrada, mas que nos permite cumprir um estágio que apenas na Terra é possível de ser vivenciado. Este facto direcciona-nos para uma conclusão simples, a de que sermos espirituais é aprendermos a viver sob os fundamentos da Luz e do Amor, que na Terra se manifestam, primeiro que tudo, através da Fé e da Esperança.

É por isso que desafio todos, assim como a mim mesmo, a amar profundamente quem são e o que fazem, a cada momento das suas vidas, a depositar o mais profundo amor em tudo o que são e em tudo o que colocam as suas mãos. É por isso também que a minha alma se entristece quando vê pessoas que se dizem espirituais e que advogam estas mesmas atitudes, depois, por via do orgulho e da soberba, da ambição e da falta de trabalho profundo sobre si mesmos, tornarem-se naquilo que, tantas vezes, alertam os seus amigos e clientes, indicando que é errado.

A minha alma entristece-se, mas não vive a mágoa, nem a raiva, nem a ira, apenas a aceitação, pois sei que todos somos humanos e não estamos livres de errar, nem nenhum de nós está acima ou abaixo do seu irmão. Pelo contrário, é preciso respeitar o caminho e o processo de cada um, sem, no entanto, perder o foco em si mesmo.

Sei e confio que cada um de nós tem no seu caminho aquilo que necessita e merece, assim como sei que connosco se cruzam as pessoas e as situações que nos vão auxiliar a viver os nossos processos de evolução, que nos vão orientar para vivermos o propósito de vida que escolhemos. Acima de tudo, sei que viver a espiritualidade não passa por dizer umas palavras bonitas todos os dias, em jeito de ladainha, dar esmolas ou, em outra vertente, fazer rituais, acender velas, fazer banhos e defumações todos os dias, pois tais coisas são decorrentes da percepção da realidade do espírito, da consciência de que somos energia e que tais processos, quando feitos com fé, são, por si mesmos, transformadores.

Viver a espiritualidade é viver em Amor, em aceitação, em entrega de coração, para o nosso Bem Supremo e o de todos os que se cruzam connosco, ainda que esses, muitas vezes, devido à inveja e ao egocentrismo, acham que o caminho da sombra vai-lhes trazer o que só podem ter através da Luz. Contudo, esses, os que mal nos fazem, são os que mais Amor da nossa parte necessitam. Quando o conseguimos fazer, cumprimos aquilo que o Mestre nos falou como o “oferecer a outra face” e vivemos, aí sim, em plena espiritualidade,

Boa semana!

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