Os Frutos da Sabedoria

20150615

Boa tarde!

Os céus começam a preparar-se para mais um momento de grande importância, que, na prática, ocorrerá durante os próximos meses, mas que terá o primeiro ponto-chave já em Agosto, com a primeira quadratura exacta entre Júpiter e Saturno. Embora muito haja para dizer, e brevemente o farei, a primeira coisa que me surgiu para reflectir nesta semana, logo depois de Neptuno ter entrado em movimento retrógrado e de Saturno ter reentrado em Escorpião, foi da grande diferença, que muitos de nós ignoramos (ou fazemos por ignorar) entre conhecimento e sabedoria.

Muitas vezes, achamos que é por conhecermos muitas coisas, lermos muitos e muitos livros, fazermos cursos e workshops uns atrás dos outros, que somos logo grandes doutores e que, facilmente, podemos fazer uma série de coisas. Encontramos muito disso, infelizmente, nas áreas esotéricas, onde são vulgares os workshops de fim-de-semana que supostamente conferem aos seus participantes a capacidade de fazerem terapias e consultas, tantas vezes incentivados pelos próprios formadores. Outras vezes, mesmo depois de cursos mais longos, sem qualquer tipo de prática, encontramos pessoas que rapidamente se atiram de cabeça, às vezes para dentro de grandes piscinas vazias.

Esquecemo-nos muitas vezes que conhecimento e sabedoria são dois lados da mesma equação, ambas alimentadas pela energia divina. Sem conhecimento, a sabedoria de pouco ou nada serve, mas sem sabedoria, o conhecimento é apenas uma mecânica que se pode tornar muito perigosa. Saber conciliá-las é o que nos torna mestres, pois, num determinado momento, apercebemo-nos que o que importa não é o grande propósito de sabermos fazer isto ou aquilo, de conhecer tudo e mais alguma coisa, mas sim todo o caminho que fazemos até lá, que nos enriquece e que nos permite evoluir.

A sabedoria é uma grande chave que se aplica a todos os caminhos que fazemos, a todas as áreas em que nos aplicamos, que necessitamos de resgatar de dentro de nós para conectar com o conhecimento que vamos obtendo, que vamos, também ele, resgatando, e, conjuntamente com a nossa essência divina, criar o grande caminho de mestria que é a existência humana.

Quando vivemos este momento, em que Saturno volta a Escorpião e pede-nos que mergulhemos mais profundamente nos nossos processos e nos questionemos sobre o que precisamos de limpar das nossas vidas, duma vez por todas, para permitir o resgate da nossa verdadeira essência, ele, o Grande Mestre, impele-nos a mexermos nessa equação e colocarmo-nos em causa. Será que estamos a usar correctamente a nossa sabedoria? Será que estamos a ser sábios, ou será que estamos apenas a coleccionar cursos e linhas de curriculum que para nada servem? Será que estamos preparados para aplicar o conhecimento que adquirimos e colocá-lo ao serviço do próximo, ou ainda nem sequer conseguimos aplicá-lo e usá-lo em nós mesmos?

Júpiter em Leão é um soberbo criador de egos, de confianças cegas, quando apenas ego conseguimos ver, quando não estamos em sintonia com o nosso Eu. Contudo, se for a nossa essência divina que estamos a viver, trabalhando em nós e nas nossas questões, procurando ser melhores em nós mesmos, procurando ultrapassar-nos, valorizando-nos, respeitando-nos e trazendo o melhor de nós cá para fora, então, Júpiter permite-nos amplificar a chama da nossa centelha divina!

Agora, que durante pouco mais de um mês, Júpiter e Saturno se aproximam para forma a quadratura, sentiremos em nós esse grande questionar interior sobre o nosso caminho, sentiremos esse fechar de um ciclo que nos pede que saibamos trazer a grande sabedoria que existe dentro de nós, ouvirmos o nosso grande Mestre interior. Apenas quando o fazemos, dando voz à nossa Essência, trazendo para a Luz o nosso verdadeiro Eu, podemos, sim, colocar o nosso conhecimento na prática, ao serviço dos que até nós chegam. Sem o fazer, até podemos não agir de má-fé ou com má intenção, mas não é em sintonia com a Luz e, como tal, dificilmente plantaremos uma semente de fé sustentável, que crescerá e dará grandes frutos.

Boa semana!

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