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Paz de Espírito

20160309

Nos últimos dias, com a vivência da energia que ontem teve o seu pico com o Eclipse Total Solar, muitas questões que, pensava eu, estavam totalmente calmas e resolvidas, voltaram à minha consciência através de memórias, sentimentos, mágoas, dúvidas e medos, num claro apelo a uma integração mais profunda e definitiva. Viver, de novo, tudo isso, levou a um misto de sentimentos e percepções que mexeram comigo a todos os níveis, incluindo o físico. No entanto, houve algo que daí resultou e que, numa luta intensa, venceu.

No nosso percurso, entre passos mais fáceis e outros mais difíceis, há alguns que são cruciais, pois representam grandes degraus que temos de subir na nossa escadaria. Contudo, são momentos altamente desafiadores, complexos e duros, com muita intensidade e que, invariavelmente, colocam-nos uma escolha, uma decisão profunda que tem de vir da nossa alma, do nosso coração, o de sermos nós mesmos, o de cumprirmos o nosso propósito e curarmos as nossas feridas.

Este momento que vivemos, onde o Eclipse, no signo de Peixes, trouxe-nos o desafio de elevarmos a nossa consciência e curarmos as nossas feridas, não da forma tradicional e habitual, repetindo padrões, mas sim acedendo à profundeza da nossa alma, que se tem feito ouvir de forma tão clara e magnífica. Neste eclipse, como em qualquer eclipse solar, tudo o que não está resolvido, e que precisa de o ser, tudo o que, de certa forma, colocámos debaixo do tapete ou naquela sala secreta dentro de nós, para onde atiramos tudo o que não queremos mexer, tudo o que achamos que fica resolvido com um remake e um lifting, volta a aparecer, com mais força, com mais poder.

Então, esse degrau tão importante de subir, tão essencial para a nossa evolução, torna-se um campo de batalha para as nossas sombras e a nossa Centelha Divina, de onde apenas uma delas poderá sair vitoriosa. Nesse momento, há um desconforto, uma frustração, um rasgar interior que toma conta do nosso ser, que não podemos mais esconder nem camuflar. Nesse momento, é preciso escolher deixar que todas as sombras se revelem, se mostrem, se manifestem, ao mesmo tempo que necessitamos de resgatar o que de mais importante há em nós, no nosso caminho, a nossa Luz, que nos ilumina e protege, a humildade, a perseverança, a força e a esperança, a entrega mais profunda ao nosso caminho a ao nosso propósito. Nessa luta, apenas pode haver um vencedor, o Eu, e só o poderá ser se, no final, as feridas do passado forem breves memórias de uma dor que nos ensinou algo que não mais poderemos esquecer e que se transformam em experiência e base para a sabedoria.

No fim dessa batalha tão forte e interior, tão profunda e, por vezes, tão dolorosa, há um sinal que não podemos contestar, como se, após uma longa tempestade, o vento acalmasse, a chuva parasse e os raios de sol começassem a rasgar as nuvens, um silêncio apaziguador impera e dá-nos a confiança que tudo está bem. No fim dessa batalha, dentro de nós, perante todo e qualquer cenário, todo o movimento cessa, a intensidade transforma-se em suavidade, o tempo, que antes vivia-se tão acelerado, torna-se uma cadência novamente perfeita, permitindo-nos encontrar a paz de espírito que nos mostra que o degrau foi subido e alcançado, que no nosso coração a dor tornou-se em aceitação, o medo foi iluminado e transformado pelo amor por nós mesmos, por aqueles que nos atingiram, revelando toda uma nova dimensão do nosso ser.

A paz de espírito é um dos mais preciosos bens que podemos ter, revelador de uma consciência de um caminho feito em Luz e Amor, em aceitação profunda da nossa humanidade, das nossas feridas e das nossas cicatrizes, humilde e serenamente. Contudo, ela só pode ser alcançada quando em nós as sombras são totalmente compreendidas e integradas, dissipadas pela nossa Centelha Divina, pelo nosso Eu, que se manifesta, amplifica e se revela. O caminho na Terra é de evolução, duma dualidade que se vai, passo a passo, integrando e aceitando, compreendendo que a unidade do espírito é uma dimensão superior do nosso Eu que só pode ser reconhecida quando passamos pelas nossas próprias sombras, transformando-as na tal experiência que, em conjunto com o conhecimento, se transforma em sabedoria.

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Comments (1)

Obrigado por contribuir para a minha paz de espírito. Foi oportuno ler o seu texto.

Obrigada

Isabel Maria

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