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Sagitário – No Sentido da Vida

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Um dos grandes momentos da história da Humanidade, ainda bem antes de ela se autointitular dessa forma, é quando o humano ergue-se e, de corpo recto, levanta os seus olhos aos céus. Nesse momento, um sentimento de pertença a algo maior encheu o seu coração e activou uma consciência, a de que há algo superior ao qual precisamos, invariavelmente, de nos conectar e de nos religar. Essa consciência levou-nos a olhar os céus mais atentamente, a buscar nele sinais e a fazermos tudo para que houvesse, novamente, uma ligação com algo superior. Representámos as nossas crenças através de imagens, construímos templos e, através deles, buscámos essa reconexão profunda.

Quando o Outono atinge o seu ponto final e caminhamos a passos largos para o Inverno, o tempo da morte, o final do ciclo solar, a Natureza mostra-se cada dia mais despida, nua, anunciando um tempo de provação em que a expressão da vida está contida, preparando-se para que, no novo ciclo, na Primavera, se possa manifestar na sua beleza e glória. Neste momento, o tempo em que o Signo de Sagitário nos traz a sua energia, tudo o que Escorpião destruiu e transformou é absorvido pela Terra, infiltrando-se no seu interior e transmutando-se no alimento que vai fertilizar o terreno para as sementes que irão nascer, para a vida que irá surgir no próximo ciclo, na Primavera. É no Signo de Sagitário que a morte inicia o caminho para uma nova vida, onde somos levados a ver e a entender que para chegar a uma nova Primavera há que passar pelo Inverno, que é ele quem nos ensina o verdadeiro valor da Fé.

Sagitário é o signo Mutável do elemento Fogo, a coluna de fogo perpétua dos templos ancestrais, dos locais mágicos e sagrados, que nasce da terra e segue para os céus. Como elemento primordial e criador da vida, o Fogo eleva-nos e, quando chega a Sagitário, trazendo-nos a última energia deste elemento na roda do Zodíaco, ele mostra-nos que a vida tem um sentido superior, que ainda que percorramos um caminho neste planeta, a nossa direcção é para nos religarmos ao que está para além de nós, nos reconectarmos com um sentido maior da própria vida, com algo superior.

É nesse sentido que Sagitário nos leva a uma elevação de nós mesmos, a um abrir de consciência, a podermos ver mais do que nós mesmos, a compreendermos que somos simples grãos de areia neste Universo vasto, mas que, quando nos permitimos alargar os nossos horizontes, questionar e conhecer mais sobre tudo o que está à nossa volta e sobre nós mesmos, tornamo-nos maiores do que a nossa dimensão física. Este trabalho pede uma profunda transmutação de quem somos, um abrir absoluto da nossa mente até ao desconhecido, ao que está para além de nós mesmos, uma activação duma crença profunda naquilo que não vemos, porque ainda não existe, mas que, sabemos, germinou em nós, cresceu e tornou-se nova semente, que um dia será algo provindo da nossa capacidade de criar, mas que somos podemos ver dentro de nós, através do olhar da Fé.

(…) Sagitário antecede o momento do Solstício de Inverno, o renascer do Rei Sol, pois cada ser é um Sol em si mesmo, é o abraçar de um caminho novo, de todas as potencialidades e possibilidades, uma Centelha Divina feita carne para trilhar um caminho único e especial.

Sagitário é o nono signo do Zodíaco, a manifestação da sabedoria integrada na nossa existência, que através de nós se irá tornar matéria. Nove são os meses de gestação humana, o tempo em que, guardado e selado no ventre materno, o novo ser se forma para, quando estiver preparado, poder ser dado à Luz. Nesse tempo, não sabemos o que irá surgir, não sabemos como será ou o que será, e mesmo com todas as técnicas que hoje nos permitem ver um feto, quase como se estivesse nos nossos braços, não podemos descodificar a sua essência, não sabemos o que será e quem será, não podemos saber mais nada a não ser que um dia existirá, conscientemente. Cada feto é o acreditar na continuidade da nossa existência, o aperfeiçoamento de quem somos, de todo o percurso que levou até esse ser, de todas as dádivas de todas as gerações, da imensidão de seres que se doaram para que hoje um pequeno ser manifestasse no início da sua existência a esperança de um novo amanhã.

Assim, Sagitário antecede o momento do Solstício de Inverno, o renascer do Rei Sol, pois cada ser é um Sol em si mesmo, é o abraçar de um caminho novo, de todas as potencialidades e possibilidades, uma Centelha Divina feita carne para trilhar um caminho único e especial. Por isso, a energia de Sagitário desafia-nos à aventura, à busca do que ainda nos é desconhecido, para que, ao lhe tocarmos, possamos expandir-nos, crescermos, sermos maiores que nós mesmos.

O maior sentido de aventura é o descobrir algo novo e, na Terra, isso manifesta-se através de algo que Sagitário necessita, novos conhecimentos, novos saberes, novas culturas, línguas e pensamentos, viagens profundas e reveladoras, físicas ou mentais, para outros países ou através dum livro. Sentir um pouco desse conhecimento, desse local, dentro de nós, revela-nos mais de todo um mundo que está dentro da nossa consciência, que tem perguntas, que procura respostas, que quer entender os mais profundos mistérios que a vida e o Universo contêm. Por isso, Sagitário é o signo do conhecimento, da filosofia, da fé e dos ideais, o viajante que encontra em cada local, em cada livro, em cada conversa, um pouco mais sobre si, como um puzzle que se revela em cada peça colocada.

Pintura "O Alquimista", de Mattheus van Hellemont

O peregrino, viajante solitário, procura o seu Graal e, da mesma forma, o Alquimista, mergulhando em si mesmo e nos mistérios do Universo e da Terra, busca criar a pedra filosofal e o elixir da eterna juventude. Esta é a manifestação pura da energia de Sagitário, que nos eleva para lá da matéria, que extrai a essência, mas expande-a ao mesmo tempo através de profundos processos de transmutação, que não desiste de encontrar esse sentido maior da própria vida, aquilo que é a Verdade.

Em Sagitário, procuramos atingir essa vivência da Verdade, não a comum, a universal, mas a nossa própria, a busca desse tal sentido para tudo o que é, para tudo o que existe, para tudo o que a vida nos apresenta. A profundidade transformacional, destruidora e caótica de Escorpião necessita de ser integrada e compreendida, precisa de ter um foco e uma direcção, e é o Fogo de Sagitário que, direccionando-nos para o que ainda não podemos ver com a matéria, mas que podemos desvendar com a consciência, retira os véus e ilumina-nos, retirando-nos da sombra da ignorância, da treva do desconhecido.

Elevarmo-nos perante a morte e nos projectarmos sobre o mundo é entender que o mergulho na profundeza das nossas sombras serve para ganharmos impulso para o grande salto que é a expansão e o crescimento em nós mesmos. Por isso, é na energia de Sagitário que o sentido superior de tudo o que nos é colocado pela vida precisa de ser integrado, que entendemos que o maior dos obstáculos serve, não para nos castigar ou punir, mas sim para nos impulsionar para lá dele, para algo que ainda não vimos nem conhecemos. É preciso alimentar essa crença em nós, pois sem acendermos esse fogo, nunca poderemos atingir mais do que já conhecemos. Esta é a grande aprendizagem de Fé que Sagitário nos ensina, o religar à nossa essência, o reconectar com a nossa Centelha Divina, o grande fogo sagrado que existe em nós.

Quando o Sol passa em Sagitário, no seu trajecto pelo Zodíaco, ele pede-nos a transmutação da visão que temos de nós mesmos e de tudo o que nos rodeia, integrando todo o percurso feito, todas as aprendizagens feitas para trás. Ainda que este seja um período mais optimista, que antecede o renascimento do Sol no Solstício de Inverno, onde nos sentimos mais motivados e onde temos a capacidade de acreditar, de sentir uma certa magia, tão única e especial, é também o tempo onde precisamos de olhar para esse fogo interior, a chama divina que nos habita, e, tal como nesses mesmos templos, elevá-la aos céus, dirigindo-nos para algo maior, mostrando tudo o que somos e que existe em nós.

Sagitário é o arqueiro Quíron, um centauro sábio, conhecedor dos mistérios, das estrelas, da medicina e das artes, que, colocado nos céus por Zeus como uma constelação, em honra pelo sacrifício do centauro, aponta a sua seta para os céus, mostrando-nos uma direcção, um sentido. Quando largada, a seta não volta para trás, impulsiona-nos para onde focamos o nosso sentido, eleva-se nos ares e segue o caminho que nela colocámos. Da mesma forma, quando trazemos a fé aos nossos corações, quando acreditamos em quem somos, nessa Centelha Divina que nos habita, não precisamos de chegar ao topo da montanha para sabermos que somos capazes. Pelo contrário, precisamos primeiro de acreditar, em cada momento, que cada passo que damos leva-nos mais longe e, sem dúvida, irá levar-nos até ao ponto mais elevado de nós mesmos, e é essa fé, trazida de dentro dos nossos corações, que nos faz, verdadeiramente, chegar ao cume mais elevado da nossa existência.

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