fbpx

O Segredo da Felicidade

osegredodafelicidade

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela ONU desde o ano passado sob a premissa de que a “busca pela felicidade é um elemento essencial do esforço humano”. Não deveria ser assim, não deveria ser preciso instituir um dia internacional para algo tão simples como a felicidade. Contudo, o problema não está na instituição de um dia, mas sim em vê-la como uma busca essencial do esforço humano.

A Felicidade não é uma procura nem sequer um destino, não é um tesouro guardado, acessível apenas para alguns, sortudos. A Felicidade, alguns podem dizer que é uma utopia, deveria ser um estilo de vida, um estado interior. Não quero dizer com isto que deveríamos estar todos a rir e a sorrir, sempre num constante frenesim. Não, nada disso, a Felicidade como estilo de vida é simplesmente o dar valor à vida, o ser grato pelas coisas mais simples que a vida nos oferece, começando pelo nosso próprio planeta, pela sua beleza, por tudo o que nos dá, todos os dias.

A gratidão é um dos mais sublimes e elevados sentimentos, que nos traz uma profunda paz interior, pois ela é o reflexo de algo tão essencial como o ar que respiramos. Se me perguntarem qual o segredo da Felicidade, responderei com toda a certeza: conhece-te a ti mesmo, ao teu percurso e encontrarás aí, sem dúvida nenhuma, motivos para seres feliz. É procurando-nos, ultrapassando os desafios pelas nossas próprias mãos, cumprindo o nosso propósito de vida, entregando-nos de corpo e alma a tudo o que nos rodeia e à nossa própria vida que podemos, realmente, encontrar a Felicidade.

Não, não significa com isto que não nos possamos sentir tristes, revoltados, que queiramos chorar ou gritar. Somos humanos! Mas assumir a Felicidade como estilo de vida é deixar todas essas coisas virem cá para fora, libertando-as, aceitando que elas fazem parte de um momento, de uma história, de um propósito, e, compreendendo-me e aceitando-me, conhecendo-me, perceber de onde tudo isso veio, porque me sinto dessa forma e, mais uma vez, ser grato. Parece estranho e até contraditório, mas não é, de todo.

Estranho e contraditório é assumir a Felicidade como uma busca que implica esforço, pois isso reflecte algo que cada um de nós, cada dia mais, precisa de analisar e ver profundamente: o que consideramos ser necessário termos na nossa vida para sermos felizes. Enquanto considerarmos que felicidade é ter um bom carro (para fazermos 3 kms por dia e mais uns poucos ao fim de semana), uma casa com não sei quantos quartos (mas que só usamos um) e uma sala gigante (onde pouco estamos) e uma cozinha (que não usamos), ter o relógio da marca de topo e outras tantas coisas que tais baseadas no material, dificilmente vamos ser felizes, pois é só a muito custo que conseguimos tais coisas. O que muitas vezes não compreendemos é que esse custo é a nossa verdadeira Felicidade. Reflicta sobre isso!

Posts Relacionados

Deixa um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Privacy Preferences
When you visit our website, it may store information through your browser from specific services, usually in form of cookies. Here you can change your privacy preferences. Please note that blocking some types of cookies may impact your experience on our website and the services we offer.