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A arma do Medo

20141013

Bom dia!

Desde há alguns dias que um tema me tem surgido na consciência. Resolvi debruçar-me sobre ele na crónica que escrevo semanalmente no Repórter Sombra, focado na questão do Ébola (podem ler neste link), e, como se não bastasse, durante o fim-de-semana, num curso que estou a fazer, esse foi um dos temas falados. Como não acredito em coincidências, resolvi abordá-lo nesta pequena reflexão que todas as segundas faço. O tema, esse, é tudo menos simples, pois estamos a falar sobre Medo.

Se perderes um bocadinho do teu tempo para observares o mundo, vais compreender que uma das mais poderosas armas que movem o mundo, hoje, é o Medo. Muito mais poderoso do que qualquer arma de fogo, arma química ou nuclear, o Medo, esse sim, é uma arma de destruição maciça, não porque mata (até pode chegar a isso), mas sim porque ele elimina o nosso Eu, adormece-o e controla-o, dando mais força e usando o Ego como forma de canalizar a nossa energia para uma grande massa de medo que nos rodeia. Desde há muito tempo que vivemos sob a égide do medo (na realidade, há milénios), mas nos últimos anos temos visto mais e mais formas de tentar criar um pânico que permita controlar ainda mais as massas. Observa com atenção o fenómeno do H1N1 e, agora, do Ébola. Olha bem todos os contornos duma crise financeira que assola o mundo. Observa, apenas isso te é pedido, informa-te, e tiras as tuas conclusões. Complexo? Talvez! Contudo, se leres estas palavras com o coração, mais do que com a mente, talvez te façam ressonância.

O medo não é mais do que a ausência de Amor. O medo é a polarização negativa do Amor, não porque é mau, mas sim porque ele bloqueia-nos, impede-nos de nos desenvolvermos e dá força ao Ego. O medo é um instinto básico de sobrevivência, mas quando o racionalizamos, damos-lhe poder e deixamos de desenvolver aquilo que viémos fazer à Terra, viver a experiência do nosso propósito de vida e desenvolvermo-nos espiritualmente. Um dos nossos maiores desafios é enfrentar os nossos medos, algo que não passa, de todo, por os eliminar, mas sim por compreender e assumir que eles são uma parte de nós que só têm a força e o poder que lhes quisermos dar. É mas simples do que parece, mas leva tempo, pois só o conseguimos fazer quando nos amamos de tal forma que permitimo-nos fazer os processos de libertação e desapego que vão tornar o Ego no que ele é, um suporte da existência física, uma ponte entre o inconsciente e o consciente. Se nos deixamos controlar pelo medo, perdemos o nosso poder pessoal, entregamo-lo aos outros, a essa Sombra que precisa da nossa energia. Só com um profundo amor por nós mesmos, aceitando quem somos, vivendo na Luz, na ligação com o Divino em nós, poderemos avançar na nossa vida. É o trabalho de uma vida (quem sabe até de mais) e cada momento é precioso.

Boa semana!

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