Quando Tempos Especiais Pedem Medidas Extraordinárias

20200316Mensagem

Olá a todos!

 

Estamos a viver tempos únicos e muito desafiadores, tempos que nos pedem muito recolhimento, muita reflexão e muito foco, tempos em que a melhor acção é a prevenção, tempos que só vimos em filmes e lemos em livros, mas que agora são bem reais.

Nesse sentido, e porque todos temos, mais do que nunca, uma responsabilidade acrescida na resolução do problema e no mundo que irá, sem dúvida, ter de mudar e de ser reconstruído a partir daqui, informo que não estarei a dar consultas nem cursos em formato presencial, pelo menos, até ao dia 5 de Abril, inclusive.

Ainda que não esteja a dar consultas de forma presencial, o mundo de hoje permite-nos continuar a trabalhar e a auxiliar todos aqueles que até mim chegam. Por isso, irei continuar a estar em contacto e a disponibilizar as minhas terapias em formato digital, por videochamada Whatsapp, Skype, Zoom ou por telefone. Sim, é um formato diferente, mas que em nada compromete o trabalho que é feito, nomeadamente porque todo o meu trabalho é feito de coração, em total entrega, como sempre, mas com um maior e especial foco neste momento tão especial.

Tempos extraordinários pedem medidas igualmente extraordinárias. É preciso continuar em frente, de forma mais lenta, sem dúvida, com muito mais foco, mas perceber que esta paragem e esta reserva são um voltar para dentro que já há muito nos era pedido, um voltar às nossas verdadeiras necessidades e estruturas, perceber o que é essencial e o que é supérfluo.

Sim, tudo isto que vivemos é novo, mete medo, causa-nos receios e traz ao de cima questões que, socialmente, achávamos quase extintas e com as quais não sabemos muito bem viver. Não há problema de ter medo ou receio! Na verdade, é preciso deixar tudo isso vir cá para fora e lidar. Assim, deixo algumas recomendações para este momento:

 

  1. Desinfectar e lavar as mãos frequentemente, e principalmente depois de assoar ou tossir;
  2. Tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo, lavando as mãos de seguida;
  3. Mantenha-se em casa – durante estes tempos, esta deve ser a regra e sair apenas e unicamente para o essencial e indispensável;
  4. Não ir para os centros de saúde ou hospitais, excepto em situações excepcionais. Se tiver algum dos sintomas, nomeadamente tosse, febre ou dificuldades respiratórias, ou se tiver estado em contacto com alguém infectado com COVID-19, ou ainda se tiver regressado de viagem de algum dos pontos afectados no mundo, ligue para o SNS24 – 808 24 24 24 – e siga as instruções dadas. Caso não consiga ligação, envie um email para atendimento@sns24.gov.pt
  5. Ser consciente e não egoísta!!!:
    • Não é preciso esgotar o stock de rolos de papel higiénico;
    • Não é preciso levar todos os enlatados, carne e peixe dos supermercados – há mais pessoas que precisam de comer e que, muitas vezes, só conseguem comprar e transportar um pouco;
    • Este é um tempo de contenção, onde o excesso e o supérfluo necessitam de ser revistos, onde é preciso recolher-nos, sim, mas com muita consciência social e comunitária.
  6. Durante o tempo que estiver em casa:
    • Não se bombardeie apenas de informação sobre o COVID-19, vendo tudo o que existe, nomeadamente nas redes sociais – a higiene não passa só pelo corpo físico, também passa pela mente e pelo coração. Mantenha-se informado, sim, mas doseie e verifique as fontes e factos;
    • Não semeie pânico, semeie cultura, alegria e amor, elas também são contagiosas! – tome atenção ao que partilha, da mesma forma que tem atenção ao que lê;
    • Leia livros e revistas;
    • Oiça música;
    • Veja bons programas de televisão;
    • Consulte a internet, sim, mas em busca de coisas que nos enriquecem, nomeadamente visitas virtuais a museus, visualização de concertos, etc.;
    • Medite – não precisa de o saber fazer, o importante é para e focar na nossa respiração, algo tão essencial de ser revisto nos dias que correm;
    • Faça exercício físico e/ou yoga;
    • Vá à janela e ouça a natureza, sinta o sol, veja o céu – são coisas de que há muitos nos esquecemos que continuavam disponíveis sem sair de casa;
    • Coma moderadamente – lembre-se que a actividade física é menor e mais alimento densifica-nos energeticamente;
    • Beba muita água e chá – evite as refrigerantes e bebidas açucaradas;
    • Faça Reiki;
    • Limpe a casa, arrume-a e aproveite para se libertar do que já não faz falta – defume, acenda um incenso ou uma vela;
    • Pegue no ponto anterior e aplique a si mesmo;
    • Cuide das plantas da casa;
    • Escreva, desenhe, pinte, crie, expresse-se, faça arte;
    • Converse com os que vivem consigo – a vida louca que até agora se manteve, tantas vezes, não nos permitiu conhecer bem as pessoas com quem partilhamos o próprio espaço;
    • Se tiver crianças, compreenda que elas não têm o mesmo entendimento que os adultos, que perante uma situação destas, vão estar mais carentes, que precisam da nossa compreensão, do nosso olhar, mas também da nossa sinceridade – brinque com elas, aprenda com elas;
    • Faça orações ou simplesmente aproveite para falar com o seu Eu Superior, com Deus, com a Fonte, ou com quem entender – o importante é a conexão com tudo o que está num plano superior, pois é tempo de nos reconectarmos;
    • Redefina os seus propósitos para os próximos tempos – o mundo está a mudar e cada um de nós também;
    • Cuide de si, pois se cada um de nós cuidar de si mesmo, com consciência, cuidará também dos outros – é isso que este momento nos pede. Cuide dos seus. Cuide dos que não se conseguem cuidar sozinhos;
    • Contacte com quem não fala há muito tempo, com quem não tem tido oportunidade de estar – telefone, faça videochamada, envie e-mails…;
    • Deixe as emoções fluírem, fale delas, vulnerabilize-se, motive, leve alegria e luz ao coração dos que o rodeia, mostre a sua humanidade, isso vai ajudar outros que bem precisam dessa postura.
  7. Se tiver de sair para trabalhar e contactar com outros, proteja-se, sem excesso de medo ou de pânico, sem receios, mas com precaução, defendendo o seu próprio limite. É preciso haver um profundo respeito pelo nosso espaço pessoal e pelo espaço pessoal dos outros, e este também é um dos ensinamentos do momento que estamos a viver. Respeitemo-nos e, nomeadamente, todos aqueles que, para que possamos estar em casa, e em segurança, estão a trabalhar, aqueles cujas profissões, tantas vezes desprezadas e diminuídas, hoje são essenciais.

Da minha parte, mantenho-me aqui, partilhando mensagens de amor, de esperança e de foco em nós mesmos.

Tudo isto vai passar, todos iremos ficar bem, tenho a certeza, mas também tenho a garantia, sei, de que nada poderá ficar como dantes. Mais do que apenas um desafio pessoal, este é um desafio social, comunitário e humanitário, e precisamos de estar à altura do que nos é pedido.

Por isso, a todos o meu muito obrigado por se manter aqui, na mesma proporção que me manterei consigo e voltaremos a dar abraços fortes e sentidos, mas, por hora, do meu coração segue muito amor, muita paz e muita serenidade para todos.

Estamos juntos e juntos superaremos este momento!

 

Leonardo Mansinhos

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