Quando o Sol é coroado e atinge a sua força maior, chegamos ao ponto central do Verão, à vibração do Signo de Leão. É neste momento que o Sol nos oferece, de forma intensa e profunda, a dádiva do Espírito, a energia que alimenta o que a terra gerou com vida, com nutrientes, com cor e luz. Este é um momento mágico, quente, intenso, que nos pede uma paragem para podermos, também nós, recolher a força de vida que a nossa estrela maior nos oferece.
Observemos a natureza, as plantas que cresceram e deram folhas e flores, os frutos que se começaram a formar, os animais que acasalaram e procriaram. A vida frutificou e agora é nutrida, fazendo com que os frutos e as crias cresçam e se desenvolvam. É neste tempo que os frutos ganham os nutrientes e se tornam o alimento para o tempo que há de vir, o Inverno, o tempo da morte. Por isso, este é um tempo especial, em que as temperaturas são mais altas, o calor é mais forte, pedindo-nos um ritmo diferente, mais lento, mas também é o tempo em que, progressivamente, os dias começam a ser mais curtos.

Leão traz-nos o simbolismo do nascer, a expressão profunda da beleza da nossa Centelha Divina, o Espírito tornado criança. Quando saímos das águas do inconsciente, de Caranguejo, somos dados à Luz, manifestando a vibração de Leão, da essência pura que cada um de nós traz quando chega a este plano, a inocência que nos define, a força profunda da alegria. Deixamos de apenas existir, de ser uma ideia, um desejo, e passamos a verdadeiramente Ser.
A vida que rompeu em Carneiro nutriu-se na matéria em Touro e ganhou voz, mente e pensamento em Gémeos. Ela encontra assim a sua base, existe e está preparada para se desenvolver. É nesta estrutura primordial que Caranguejo nos traz o sentir, as raízes e o fundamento, a Alma, preparando a vida para a sua manifestação maior, a de deixar de apenas existir para verdadeiramente Ser, o caminho que Leão nos traz. É na sua vibração que a Alma, o receptáculo, o cálice, recebe o Espírito e dele se anima para o manifestar neste plano que é a Terra.
Leão recorda-nos que a Vida neste plano é generosa, uma dádiva absoluta e divina que precisa de ser honrada e dignificada, conceitos que se associam totalmente à vibração do quinto signo do Zodíaco. Em Leão somos convidados a voltar à nossa Essência, a manifestar o Espírito que somos, a recordá-lo na sua Luz, no seu brilho. Este não é um simples estágio, é um momento de contemplação e de manifestação de algo muito especial, a compreensão de que somos Espíritos numa experiência terrena e que, por isso mesmo, necessitamos de começar esse caminho pelo princípio, pelo recordar das coisas simples, pela vibração da Criança que em nós habita. Isto leva a que, muitas vezes, Leão seja visto duma forma simplista, básica, pueril e infantil. Contudo, este é um signo muito forte e intenso, com um propósito no caminho do Zodíaco muito importante.
Leão é o segundo signo do elemento Fogo a ser activado no caminho do Zodíaco. Depois duma primeira activação de todos os elementos, agora é tempo de os consolidar, e é nessa dimensão que Leão se coloca neste caminho, como o signo fixo do elemento Fogo, a sua sustentação e o seu Pilar Energético. Para integrar a vida é preciso saber suportar a dimensão do Espírito, canalizá-la e projectá-la. A Alma dá-nos a base para o fazer, nomeadamente através da estrutura do Ego, mas é o Espírito que o anima, que lhe dá o sopro de vida e projecta a existência para a manifestação do divino aqui neste plano.
O elemento Fogo é muito peculiar e intenso, a sua força é libertadora, manifestador e criador de vida. Contudo, neste plano, esse poder precisa de sustentação, de base e suporte, sob pena de ser algo tão intenso que se torna destruidor. O Fogo é o princípio da vida, foi quando o ser humano o começou a dominar que conseguiu evoluir, pois ele é o elemento transmutador, aquele que dá nova dimensão às coisas e delas extrai a sua essência. Por isso, também, ele é tão difícil de ser dominado e potenciado, pois é impulsionador e gerador, motivador e criador, mas ao mesmo tempo destruidor, avassalador, intenso e purificador.
Em Leão encontramos o Pilar Energético do Fogo, o centro do Verão, a energia do primeiro elemento traduzida num modo de sustentação, de integração da estação. É em Leão que encontramos o Espírito que se torna carne e que manifesta o divino neste plano. Isso traduz-se no que nos define aqui na Terra enquanto seres, o brilho do nosso Eu, a manifestação da nossa Identidade, a expressão de quem somos e dos nossos potenciais, algo que só pode ser feito quando saímos da mera existência, da simples sobrevivência, quando somos capazes de nos erguer, de levantar a cabeça e honrar a dádiva maior que é a Vida.
É através do trabalho de Leão que alimentamos o nosso Eu, que podemos honrar o divino que nos habita e que, invariavelmente, nos tornamos criadores da vida.
O momento em que o ser humano começou a sair duma vivência mais inconsciente e reactiva, de sobrevivência e impulso, é também o tempo em que se endireita e se ergue. Simbolicamente, este é um momento de honra, de dignidade, de orgulho, que principia a busca pela manifestação do Eu. Quando nos subjugamos, dobramos a cabeça, fechamo-nos sobre nós mesmos, mas quando escolhemos honrar a nossa existência, quando nos dignificamos, quando queremos afirmar quem somos, endireitamos o nosso corpo e projectamos a nossa energia através do nosso coração, o verdadeiro ponto de poder que existe em nós, quando estamos em sintonia com a nossa essência.

Como referi no artigo sobre o signo de Touro, também ele um pilar energético, os quatro pilares elementais estão associados aos Tetramorfos, os quatro seres que encontramos em muitas representações místicas, esotéricas e religiosas. Eles são também representativos das quatro manifestações de Jesus, o Cristo, através dos quatro apóstolos, sendo que Leão está associado a São Marcos, que nos traz a manifestação de Jesus através da sua majestade e da sua linhagem real. Para além disso, o Evangelho de Marcos também fala de São João Batista, que vem anunciar a vinda do Messias, mas também mostra-nos uma dimensão de chamado que Jesus representa, o rugido do Leão, o rei, que chama para o retorno à nossa essência, ao nosso Espírito.
É nesta dimensão que Leão se torna o Pilar Energético do Fogo, não pela sua activação, mas pela sua sustentação. Sobre a dimensão da matéria (Touro, o Pilar Energético da Terra), o Fogo da nossa Centelha Divina se manifesta e se torna criadora. É no Corpo que a Alma habita e manifesta o Espírito para a expressão do divino neste plano. É através do trabalho de Leão que alimentamos o nosso Eu, que podemos honrar o divino que nos habita e que, invariavelmente, nos tornamos criadores da vida. Leão é, por isso, um signo de paixão, de intensidade, de força e de domínio das nossas emoções e do nosso instinto, focados pela nossa vontade, sendo, por isso, representado pela carta VIII – A Força, no Tarot. A grande questão, como trabalharemos um pouco mais à frente, é que este caminho, embora belo e poderoso, não é linear nem simples, o que faz com que esta energia possa perder-se, possa consumir-se e tornar-se destruidora. Tudo depende da sustentação que ela encontra, em que cálice ela recai.
Podemos encontrar uma ligação mais recente do Signo de Leão à própria ideia de Jesus, o Cristo. O Mestre era chamado o Leão de Judá, como representado no Apocalipse, demonstrando a linhagem real de Jesus e o título atribuído ao Messias. Esta é uma imagem que nos revela o lado de dignidade, de honra, de coragem, força e poder que Leão representa, a sua imponência. Contudo, tal remete-nos também para a própria ideia que muitas vezes é trazida pelo Mestre nas escrituras, a do retorno à Criança, a importância desse lugar de inocência, de pureza e alegria, manifestações plenas de Amor.
No entanto, a representação mais directa e fiel da mitologia do Signo de Leão está na história de Héracles (Hércules) e no primeiro dos seus doze trabalhos. Héracles é filho de Zeus, que, assumindo a aparência de Anfitrião e aproveitando a sua ausência, deitou-se com Alcmena. O verdadeiro Anfitrião chegou pouco tempo depois da partida de Zeus e deitou-se também com a sua esposa, que lhe revelou o que tinha acontecido antes. Anfitrião foi ter com o vidente Tirésias, que lhe contou do plano de Zeus, revelando-lhe também que Alcmena teria dois filhos, um de Anfitrião, que seria mortal, e outro de Zeus, que seria o maior de todos os heróis e que Anfitrião teria de cuidar e educar.

A traição de Zeus gerou fúria em Hera, sua esposa, que assim que pode engendrou um plano para se vingar de Héracles. Assim, um dia, Hera ordenou a Lissa, a deusa da fúria, que infectasse Héracles, o que levou a que este perdesse o controlo e assassinasse a sua esposa, Mégara e os seus filhos, sendo só travado por Atena quando ia atacar também Anfitrião. Quando Héracles acordou e percebeu o que tinha feito, foi pedir conselhos a Apolo que lhe disse que teria de expiar os seus actos, sendo que as condições para o fazer seriam ditadas por Euristeu, seu primo, rei de Micenas. Euristeu deu a Héracles dez trabalhos (que se tornaram em doze por dois deles terem tido auxílio de outros), sendo que o primeiro era matar o Leão de Nemeia, que afligia os habitantes da região há muito tempo.

O Leão de Nemeia era filho de Equidna e Tifão, tendo sido cuidado por Hera como potencial ameaça a Héracles. Héracles seguiu o rasto do leão e encontrou a sua caverna, esperando que ele descansasse para o atacar. Atirou contra o animal a sua lança, mas ela ressaltou no corpo do leão, pois a sua pele era impenetrável. O leão correu contra Héracles, que se tentou defender com a sua espada, a qual ficou dobrada ao tentar penetrar a pele do animal. Héracles lutou assim com o animal, conseguindo colocar-se nas suas costas e estrangulá-lo, abrindo as suas mandíbulas, uma imagem que vemos na carta A Força em Tarot’s pré-Rider Waite Smith.
Após derrotar o leão, Héracles teve a ideia de o esfolar e poder ficar com a pele, dado que era impenetrável e poderia ser um bom manto de defesa. Inspirado pelos deuses, usou as garras do leão para rasgar a pele, preservando a cabeça e a juba. Depois de curar a pele, usou-a, amarrando as patas da frente à volta do pescoço e colocando a cabeça sobre a sua própria cabeça. Para honrar o grande feito de Héracles, Zeus torna o animal na Constelação de Leão, para que a sua vitória pudesse sempre ser lembrada. O mais relevante nesta constelação é que ela possui a estrela Régulus, a sua estrela alfa, uma das estrelas fixas mais importantes, chamada do Coração do Leão, que representa o princípio da força, da coragem, da vontade e da determinação, temas que este Signo nos traz.
Uma história parecida encontramos no Velho Testamento, no livro de Juízes, quando Sansão, que ia a Timnate para tomar uma esposa para si, apossado pelo Espírito do Senhor, mata um leão que o ataca com as próprias mãos. Dias depois, Sansão volta à cidade, desviando-se do caminho para ver o corpo do Leão. Ao vê-lo, fica surpreso, pois à volta do corpo morto do animal há um enxame de abelhas com mel. Sansão toma esse mel nas suas mãos, come-o pelo caminho e oferece também aos seus pais. Este mel será a resposta a um enigma que ele coloca aos convidados no seu casamento. Interessante também é perceber que Sansão é um símbolo leonino, pois a sua força sobre-humana provém dos seus cabelos compridos, que não podem ser cortados, uma “juba” que lhe dá força. Após ser traído por Dalila, Sansão é preso pelos filisteus, que lhe arrancam os olhos e o colocam a moer grãos num moinho em Gaza. Os seus cabelos cresceram e, num derradeiro sacrifício, Sansão ora a Deus, que lhe devolve a força, usando-a para derrubar uma coluna de apoio do templo de Dagon, para onde foi levado, matando todos os filisteus e a si mesmo.

Leão é, na sua essência, um signo de enorme beleza e importância, pois ele representa um dos grandes trabalhos que vimos fazer à Terra, a expressão do nosso Espírito através da matéria. Por isso, Leão traz-nos o grande caminho de sairmos da simples manifestação de características e formas de personalidade para a manifestação da nossa Identidade. Em Leão somos levados à nossa essência, ao que nos liga ao divino, sem dúvida, mas numa dimensão terrena, o que implica retornarmos à nossa criança, ao lado mais puro e inocente do nosso ser.
É com este signo que compreendemos que a vida na Terra não é só próspera e rica pela matéria, mas também pelo que ela nos proporciona. Por isso, em Leão aprendemos, não só, a expressão do nosso Eu, mas também a alegria, a diversão e a força do optimismo. Leão ensina-nos a viver a generosidade e a dádiva como formas de estar e de ser e, por isso, ele também tem como grande propósito elevar-nos para a manifestação plena do nosso Ser, com majestade, dignidade, honra, orgulho e nobreza.
Nesta conexão, Leão torna-se um signo de criação, de criatividade e tradução do divino para este plano. É quando criamos que nos expandimos, que transpomos quem somos para a matéria através das emoções e dos sentidos, oferecendo-lhes parte do nosso Espírito, do nosso Eu. Todo o acto de criação é uma dádiva e Leão compreende-o e manifesta-o na sua essência e, por isso, a própria existência torna-se parte dessa identidade criadora, pedindo que o brilho que em nós reside seja liberto e projectado.
Contudo, para o fazer é preciso algo essencial, a coragem de sermos nós mesmos, de nos erguermos e manifestarmos o nosso Eu, de nos permitirmos brilhar e oferecer, em dádiva profunda, a Luz que somos e que nos habita. Leão ainda não é um signo que trabalhe a ligação com o outro, bem pelo contrário, o seu foco é o Eu, o princípio da compreensão e desenvolvimento da sua própria identidade, mas tal não é possível sem trazer uma das maiores capacidades e valores que Leão em si encerra, a Coragem.
O caminho de Leão é o do Coração, precisamente na ideia de que a criação, o Eu, o Ser e a Identidade começam nesse lugar especial, força e fonte de vida. Quando estamos alinhados com o nosso Coração, estamos conectados com a nossa Essência, não nos permitimos ser menos do que somos, mas também não ofuscamos ninguém. É esse caminho de coragem, agir pelo coração, uma força, um impulso e uma vontade que provêm do nosso interior e que nos permite enfrentar a escuridão de qualquer desafio. É por isso que em Leão somos levados a descobrir a nossa Luz interior, a encontrá-la e revelá-la, a assumir o nosso Eu com tudo o que ele contém e a, dessa forma, sintonizarmo-nos com o nosso Espírito, elevando-nos até nos tornarmos, nós mesmos, num Sol.
O planeta regente do Signo de Leão, aquele que tem maior afinidade energética com a sua vibração é o Sol, pois ele representa, precisamente, a nossa identidade, o nosso brilho, a manifestação do nosso Eu.
Aquilo que nos define como humanos é a nossa capacidade de dádiva, de partilha e empatia, e tudo isso começa dentro de nós, no nosso coração, na fonte da nossa existência e da vida. É nele que tudo se inicia, é dele que dependemos desde o princípio, não só física, mas também emocionalmente. Leão representa, por isso, esse caminho de conexão connosco mesmos, com o nosso Centro, o nosso Sol Interior, tornando-nos unos com o nosso Ser e compreendendo a beleza da encarnação através da generosidade e da dádiva da nossa própria essência.
O planeta regente do Signo de Leão, aquele que tem maior afinidade energética com a sua vibração é o Sol, pois ele representa, precisamente, a nossa identidade, o nosso brilho, a manifestação do nosso Eu. É no Sol que a nossa essência se projecta e é através da sua vibração que encontramos a forma como podemos mostrar quem somos e o que trazemos a este plano para oferecer. O Sol é a fonte da vida, a força que a nutre, a forma e a define, mas o nosso grande propósito é elevá-lo à sua dignidade maior, aquilo que podemos chamar o sol do meio dia, o Sol que está elevado de forma tão vertical que não projecta qualquer sombra.
Toda esta imagem é simbólica, claro, até porque na Terra vivemos em dualidade e não existe tal coisa de sol sem projecção de sombra. Contudo, esse não é um propósito nem um objectivo, mas sim um caminho que necessitamos de fazer, um caminho de manifestação do nosso Eu, de Sermos quem realmente nos propusemos, enquanto Almas encarnadas, enquanto Espíritos que percorrem uma jornada terrena, a Ser. Esse caminho começa e desenvolve-se no nosso centro, nessa força que provém da vontade, da paixão, do impulso direccionado para um propósito, que nasce no nosso Coração.

Na Árvore da Vida da Kabbalah, o Sol está associado à sexta Sephirah, Tiphereth, a Beleza, o Centro Crístico, o Filho, o ponto entre o macrocosmos e o microcosmos, da mesma forma como o Sol é o centro do nosso Sistema Solar, a estrutura que sustenta toda a possibilidade e existência de vida na Terra. No centro da Árvore da Vida encontramos o ponto do Chakra Cardíaco, o Coração, o caminho de todos os caminhos, representado pela célebre frase proferida por Jesus, que nas escrituras está no Evangelho segundo João, capítulo 14, versículo 6, que diz: “Eu Sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai a não ser através de mim.” (Tradução da Bíblia pelo Professor Frederico Lourenço.)
Na própria mitologia grega, encontramos o Sol com ligação ao deus Apolo, um dos deuses mais importantes e relevantes, ligado ao Oráculo de Delfos, aquele a quem Héracles recorre quando se apercebe do mal que fez com a carnificina à sua própria família. Apolo era o deus da Beleza, da perfeição, do sol e da verdade, temas que se enquadram totalmente com a vibração de Tiphereth e que, por associação, podemos encontrar no signo de Leão. Contudo, em Leão, a Beleza não é uma questão estética ou conceptual, como iremos encontrar em Balança, mas sim aquela que provém da nossa própria Luz.
Por isso, em Leão encontramos o Caminho do Coração, que precisamos de percorrer como uma fonte de vida e de manifestação do nosso Eu neste plano. Contudo, esta vibração é muito forte e intensa e pode, facilmente, ser mal utilizada, revertendo-se para um autoalimento, para uma busca de brilho pessoal, de orgulho e egocentrismo exacerbados, sendo uma luz que queima e destrói, que corrompe e que nos amarra à matéria. O caminho do coração é o de dádiva, de generosidade, e sendo Leão um signo que trabalha o Eu, este processo não pode ser feito em direcção a algo ou a alguém, mas simplesmente funcionar como uma fonte eterna do nosso Ser. É da inversão desta energia, do alimentar e inflamar das necessidades do nosso ego, dos nossos mecanismos de sobrevivência, que provém o egoísmo e a corrupção do Espírito pela matéria.
O Signo de Leão é uma das energias mais fortes que está a ser activada nestes tempos e também uma vibração que precisamos de integrar de forma sublime para conseguirmos passar pelos desafios que nos estão a ser apresentados. Tal acontece, não só pelo facto do Sol fazer o seu ingresso neste signo e nele trabalhar durante o mês que temos pela frente, mas também porque é no signo de Leão que muitos eventos importantes deste ano estão a acontecer.
Quando o Sol ainda estava no Signo de Caranguejo, Júpiter fez o seu ingresso no Signo de Leão, onde estará até ao final de Julho de 2027, e é entre o final do caminho do Sol por Caranguejo e o início do caminho por Leão que o grande benéfico faz parte duma das configurações mais importantes destes tempos que vivemos. Ao longo dos últimos meses, Úrano, em Gémeos, Neptuno, em Carneiro, e Plutão, em Aquário, têm formado e trabalhado numa configuração que chamamos de pequeno trígono e que se desenvolverá durante os próximos anos. Esta configuração será a responsável pela grande mudança que viveremos durante os próximos anos e pela enorme transformação que a humanidade irá experienciar nas próximas gerações.

Leão entrou nesta equação durante alguns dias, com Júpiter, em Leão, a fazer sextil a Úrano, oposição a Plutão e trígono a Neptuno, todos ao 4º grau dos respectivos signos, formando aquilo que é conhecido como o Cesto de Barbault (Barbault Basket), designado através do astrólogo francês André Barbault (n. 1991/10/1 – m. 2019/10/7.) Este astrólogo fez previsões muito correctas, como as indicações da possibilidade de pandemia no seguimento da conjunção Saturno-Plutão de 2020, entre muitas outras situações. Barbault refere que este momento, que vivemos muito fortemente entre os dias 19 e 20 de Julho, é um ponto de viragem da humanidade e que, segundo ele, pode ser o início dum tempo de transformação e renascimento para a sociedade e para a humanidade. O papel de Júpiter neste processo, ao estar em Leão, é o de ser o primeiro activador deste pequeno trígono, iniciando um processo que se desenrolará ao longo, principalmente deste ano de 2026, potenciando as transformações que esta configuração promete.

Contudo, Leão tem ainda mais importância neste momento, pois nele acontece, no dia 29 de Julho, a Lua Cheia de Aquário, com o Sol aos 6º graus de Leão e com Júpiter em Cazimi, activando também o Cesto de Barbault. Para além disso, Leão faz parte também do eixo onde os próximos eclipses se processarão, com a entrada dos Nodos Lunares, no dia 27 de Julho, no eixo Aquário-Leão. Especial destaque para o eclipse do dia 12 de Agosto, um eclipse total do Sol, aos 20º de Leão, um momento de forte transformação que iremos viver.
Por isso, Leão é um dos signos fortes deste ano, um tempo marcado por muita energia de Fogo e Ar. A sua força reside num pedido para retornarmos à nossa essência, ao nosso coração, de nos conectarmos através da nossa essência e termos a coragem de fazer diferente. Como nos ensinou o Mestre Jesus, é preciso voltar a ser como a Criança para conseguirmos entrar no reino de Deus. É preciso voltarmos à humildade, à essência, à conexão, à generosidade e à dádiva, a olharmo-nos como iguais, a criarmos ligações de amor que fomentem a união e a partilha, pois só assim conseguiremos construir um mundo mais pleno, humano, numa Terra inteira e em profunda sintonia entre todos os seres.
Referências Bibliográficas:
BARBAULT, André. Planetary Cycles Mundane Astrology. The Astrological Association CIO, 2016
JOHNSTON, Sarah Iles. Deuses e Mortais, As Grandes Histórias da Mitologia Grega. Alma dos Livros, 2025
LOURENÇO, Frederico. Bíblia – Volume I – Novo Testamento: Os Quatro Evangelhos. Quetzal, 2018
Nota Final:
Há alguns anos lancei um projecto de Workshops chamado “Os 12 Caminhos”, onde, a cada mês, falei sobre o signo desse período, trabalhando as suas ideias e os seus propósitos. Foi sob a égide dessa ideia que agora lanço este projecto de 12 artigos, de Março de 2026 a Fevereiro de 2027, um por cada signo, onde exploro um pouco do seu propósito, mas onde integro a vivência da sua energia no tempo que vivemos. Estes são tempos de tomadas de consciência, de novos caminhos que se abrem e de novas posturas que nos são solicitadas. Por isso, ao longo dos próximos 12 meses, vamos dar passos pelos caminhos de cada signo na descoberta da sua dimensão mais sublime e do seu propósito, enquadrado no desafio que este tempo nos apresenta. Pode encontrar aqui todos os publicados.

















